sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Os Carros, as SCUTs e o Contribuinte:

este é um e-mail recebido pelo meu amigo Sérgio que anda a circular por aí... mas que não resisti em apresentar neste meu cantinho... Assim vai o mundo... enquanto as pessoas deixarem que isto aconteça...
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Contribuinte - Gostava de comprar um carro.
Estado - Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte - Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?
Estado - Sim. De acordo com o valor do carro (IVA)
Contribuinte - Ah. Só isso.
Estado - Sim. E mais o imposto automóvel (IA)
Contribuinte - Dois impostos sobre a mesma coisa?
Estado - Quer comprar um automóvel, não é? Então paga Imposto Automóvel.
Qual é a dúvida?
Contribuinte - Ah!
Estado - E uma "coisinha" para o pôr a circular (selo)
Contribuinte - Ah!
Estado - E mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro
efectivamente circule (ISP)
Contribuinte - Mas sem gasolina eu não circulo.
Estado - Eu sei.
Contribuinte - Mas eu já pago para circular.
Estado - Claro.
Contribuinte - E vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado - Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte - Diferente?
Estado - Muito. o ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte - Porque existe?
Estado - Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram
petróleo. E você paga.
Contribuinte - Só isso?
Estado - Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte - Então?
Estado - Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte - Para o estacionar?
Estado - Exacto.
Contribuinte - Portanto pago para andar e pago para estar parado?
Estado - Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte - Então pago para circular, pago para conseguir circular e pago
por estar parado?
Estado - Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte - Novo?
Estado - É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em
condições de andar por aí.
Contribuinte - Pago para você ver se pode cobrar?
Estado - Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte - Mais uma coisinha?
Estado - Para circular em auto-estradas
Contribuinte - Mas eu já pago imposto de circulação.
Estado - Mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte - Diferente?
Estado - Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte - Só mais isso?
Estado - Sim. Só mais isso. Paga 25 euros.
Contribuinte - E acabou?
Estado - Sim. Depois de pagar os 25 euros acabou.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros que custa pagar para ter uma coisa para andar nas
auto-estradas.
Contribuinte - Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem
quisesse?
Estado - Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros é quanto custa essa coisa.
Contribuinte - Custa o quê?
Estado - Pagar.
Contribuinte - Custa pagar?
Estado - Sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte - Pagar custa 25 euros?
Estado - Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte - Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado - Isso é o que você pensa. Imagine que um dia quer...tem que pagar!
Contribuinte - Tenho que pagar para pagar, porque um dia posso querer?
Estado - Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte - E se eu não quiser?
Estado - Paga multa.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O pior emprego do mundo...

este post é originalmente um comentário nesta fotografia/notícia do facebook da TSF: ->AQUI<-
"Atrasos no Pagamento do Subsídio de Desemprego"
O pior emprego do mundo, para mim, não é lavar escadas, nem limpar esgotos, nem qualquer outra edição do "Dirty Jobs"...
Para mim, o pior emprego do mundo é, sem sombra de dúvida, andar a procurar um...
...especialmente quando se sabe o mérito que se tem e se vê quem não merece à boa vida, ou os cargos que temos competência técnica e pessoal para os exercer ocupados por incompetentes, preguiçosos, entorpecedores do sistema, que não fazem mais do que sabotar o trabalho de outros que querem evoluir...
...Resmas de impressões de CV's, apresentações quinzenais, passar o dia à procura de anúncios na net e jornais, paredes do IEFP... Entrevistas, inquéritos, testes psicotécnicos... Andar a chatear conhecidos e amigos de amigos para ver "o que é que se arranja", como se de uma esmola se tratasse.
...aliado a isso, a frustração de não receber sequer uma resposta, pelo hábito estabelecido do "se não dissermos nada em 15 dias a sua candidatura fica na Base de dados..."
...Porque tudo isso é PAGO, a internet não é gratuita, nem os jornais, nem as deslocações, nem por ficarmos desempregados deixámos de ter contas a pagar e dívidas a cumprir...
...A mim, para além do prejuízo de ter o rendimento reduzido, acrescem-me despesas que são de um sadismo vergonhoso! Até o banco me começou a cobrar mensalidade! (porque deixei de receber como conta-ordenado - o subsídio de desemprego não conta como ordenado - agora pago mensalidade da conta bancária - 7 EUROS!)...
...Agora, para frustrar ainda mais, o que temos DIREITO a receber porque andámos a trabalhar e a descontar (sim, EU DESCONTEI e não aceitei sistemas fraudulentos de "metade a recibos verdes") ainda vem com atraso... tudo para o bem-estar psicológico de quem já anda com os nervos em franja...
Tomara eu ver a maioria das pessoas que andam a reclamar dos que andam a receber, não tenha que passar por isso. Nem as pessoas como eu, honestos desempregados com vontade de fazer este país andar para a frente, desejamos esse mal a ninguém...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia Mundial da Criança: uma crítica construtiva!

Celebra-se hoje o Dia Mundial da Criança!

... Mas vou ser do contra. Compreendo e concordo perfeitamente com todos os pontos dos direitos das crianças mas apetece-me fazer um jogo de juízo de valores à sociedade Ocidental dos tempos de agora. Por isso, em vez de ser todo "de acordo", vou antes fazer uma análise "ponto-por-ponto" de todos os pontos desta carta:

1. Todas as crianças são iguais e têm os mesmo direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade. Concordo. Direitos das crianças: NENHUM! Enquanto não aprenderem os deveres, não têm direito aos direitos...

2. Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possa se desenvolver física e intelectualmente. Concordo. E nomeadamente na parte da Educação, nesta precisa ordem: Família primeiro! Não é despejá-los nas escolas e obrigar os professores a tomar conta deles enquanto que os pais os despejam de qualquer maneira e ainda reclamam e fazem processos contra os prof's que fazem o trabalho dos pais.

3. Todas as crianças têm direito a um nome e a uma nacionalidade. Concordo sem qualquer apontamento :) No entanto, o filho do "...Ic" e do "...Nhac" e do "..Zunguza" não pode ser tratado de forma diferente do "Santos", Almeida", etc... Assim como o filho do "...Zé Manel" não pode ser diferente do "...Oliveira Mendes Castro e Sotto MaYor d'Almeida Pereira" (nomes fictícios, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)

4. Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe. Concordo. Mas têm que ser TODAS, não é só aos de "estrangeiros", "etnias diversas" e "outros pelintras" que aí andam a "despejar" miúdos para a sociedade e só querem saber deles para as contas do subsídio de rendimento mínimo, enquanto que mães trabalhadoras nem sequer vêm os direitos legítimos de períodos de amamentação e cuidados assegurados, para além de progressões de carreira cortadas, etc...

5. As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais. Concordo! Mas não é a misturar crianças com necessidades especiais junto às outras, sem qualquer preceito, acompanhamento ou adaptação do seu ensino, que resolve o problema! E já agora, meliantes devem também ter uma escola só para eles, com muitas disciplinas de "5 dedos”.

6. Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade. Concordo. Mas fazer as vontadinhas todas e a dar o que não merecem, e muito menos credibilizar qualquer "queixinha" que isto é feito!

7. Todas as crianças têm direito à educação gratuita e ao lazer. Concordo. Mas se é assim, porque têm os pais que gastar rios de dinheiro em livros que nem sequer podem posteriormente ser reaproveitados por outros meninos? E porque é que uns até os têm de borla, normalmente à custa dos pais que trabalham e pagam impostos? (que assim, na prática, pagam os deles e os outros!)

8. Todas as crianças têm direito de ser socorrida em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes. Concordo sem qualquer apontamento. Mas acrescento: doenças crónicas das quais a criança não tem culpa também deviam estar contempladas...

9. Todas as crianças deve ser protegida contra o abandono e a exploração no trabalho. Concordo... Se bem que a sociedade não considera profissão nem exploração infantil um cantor de meia-dúzia de anos ou um actor de palmo e meio...

10. Todas as crianças têm o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos. Concordo, se for realmente seguido. Solidariedade não é dar-lhe tudo...compreensão não é fazer as suas vontadinhas todas... amizade não é um caminho de um só sentido... justiça não é terem sempre razão.

Concluíndo: Concordo com todos os pontos da carta dos direitos das crianças. Mas hoje em dia e na sociedade "moderna ocidental", estes valores foram todos adulterados pelo sobreproteccionismo, alteração do núcleo de poder nas famílias, deturpação das instituições e, acima de tudo, pelo desleixo vergonhoso que a maioria dos pais faz ao deixar as suas crianças ao abandono e só aparecendo para contestar e maldizer as mesmas instituições onde despejaram sem qualquer importância a sua prole... A culpa não é das crianças (inocentes...?), mas sim dos pais que se esqueceram que "não é só fazê-los e pari-los!" que faz deles pais a sério!

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Esta mensagem começou por ser um comentário a uma nota de um grupo do facebook: http://www.facebook.com/note.php?note_id=432339905773

Que foi destacada no mesmo grupo, como uma nota própria:
http://www.facebook.com/note.php?note_id=432550305773

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Distrair o povo enquanto lhes saca da carteira...

Mesmo bonito não é?...
- No dia em que as pessoas andam distraídas com o PAPA, que anda a passear à custa do erário público português e a gastar mais de 100 mil euros/dia do NOSSO dinheiro
- ainda na ressaca do final do campeonato de Futebol...
- No dia da "tolerância de ponto" da Função pública...
...eis que o nosso maravilhoso governo decide anunciar o aumento dos impostos mais CEGOS e que só afectam quem realmente trabalha e sustenta um lar... IVA AUMENTADO EM 1% EM TODOS OS ECALÕES!
Um imposto que só afecta o consumidor final, que só perturba o consumo, que só despoja as famílias de menos recursos para uma vida já parca...
...Aumentar os impostos sobre lucros exagerados e absurdos de empresas e alguns sectores, nomeadamente bancos? NÃO
...retirar regalias de deputados, gestores e altos cargos do Estado? NÃO
...aumentar a luta contra a fuga aos impostos? NÉPIA
...tomar medidas SÉRIAS de combate à corrupção e eficiência dos tribunais? NADA
enfim...
Podiam ter mexido em tudo...
...mas mexem sempre no bolso dos mesmos!
TENHAM VERGONHA... Os políticos?
NÃO, aqueles que os elegeram! Não é tããooo bom votar sempre nos mesmos? Não é tãããooo bom ser CONSTANTEMENTE a ser F...lixados e continuar ou a não ir votar, ou a eleger sempre os mesmos?
É BEM FEITA!
(pena é que eu, que não vou nesta "maioria de carneiros", levar por tabela...)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

BRInCKa 2010 - Uma Aventura no Mundo LEGO

Mais uma edição das belíssimas exposições anuais que a PLUG tem vindo a realizar no Munícipio da Lourinhã desde 2008, dedicadas ao brinquedo e hobby LEGO.
De 3 a 9 de Maio, no pavilhão do Hóquei Clube da Lourinhã.
Segunda (3) a Quinta-feira (6)
> 10h00 - 18h00* / 20h00 - 22h00
Sexta-feira (7)
> 10h00 - 18h00* / 20h00 - 23h00
Sábado (8)
> 10h00 - 23h00
Domingo (9)
> 10h00 - 18h00
(*) Reservado para visitas escolares

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Beatriz Costa - Uma Mulher Admirável

O Círculo Cultural Scalabitano, apresenta este ano, um grande espectáculo Musical interactivo“BEATRIZ COSTA - Uma Mulher Admirável!”, com o CORO do CCS, Orquestra Típica Scalabitana, Academia de Dança, Veto Teatro Oficina e parceria com Conservatório de Música de Santarém e Sociedade Recreativa Operária (Danças de Salão).
Numa homenagem a Beatriz Costa, ícone nacional, salienta-se a Mulher e a Artista - as suas origens sociais, o seu percurso artístico, social e intelectual.
A sua grandeza de humildade e filantrópica. E como disse Jorge Amado: "... jamais traiu suas origens, jamais renegou o suor do pai camponês, jamais deixou de ser a igual dos mais pobres e dos mais explorados, jamais abandonou sua condição inicial, tem sido com ela solidária a vida inteira."
Texto e encenação de José Ramos, coreografia de Encarnação Noronha, direcção musical dos maestros João Manuel Pinote e António Matias e poema original “Ode a Beatriz” de Maria Ivone Carrolo.
Informações e Reservas :
- 243.321.150
- circuloscalabitano@gmail.com
- no Círculo, Rua Maestro Luís Silveira, n.º4, Santarém
Neste espectáculo vai também ser realizada a primeira apresentação pública do Atelier de Tango Argentino do Círculo Cultural Scalabitano, com uma demonstração de Tango Argentino, que será feita juntamente com a apresentação do Atelier de Ballet! :D
Datas marcadas:
26 de Fevereiro 21:30
27 de Fevereiro 16:00 e 21:30
4 de Março 21:30
5 de Março 16:00

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Touradas

Se alguém me pergunta a minha opinião sobre as touradas, não hesito em dizer que sou "a favor"... mesmo não sendo um grande "afficionado", sou a favor das mesmas, por tudo aquilo que são e representam... mas acima de tudo, porque ser pró-tourada é, antes de mais, um acto de ECOLOGIA. Só alguém que não vê para além da praça de touros é que não entende isso!

Para se "ser" touro de lide, há um percurso não inferior a 4 ANOS DE VIDA PURA E SELVAGEM, com os pastos mais cuidados, num ecossistema único (por exemplo) na Lezíria do Tejo ou na charneca do Sorraia... só passado esse tempo é que esse animal conhece o que é um espaço fechado...

...É certo que os 15, 20 minutos na praça são violentos, bárbaros até! (ou será que o são? será que não são apenas a demonstração maior do respeito pelo homem à natureza, que faz um verdadeiro arraial majestoso, "apenas" por uma meia-dúzia de animais?) Após essa "festa", muitos destes animais voltam a conhecer o que é o campo e por lá se deleitam com uma vida, selvagem e pura...

...Porque quem é contra as touradas, é também contra a campina, a lezíria, os montados, as raças bovinas de cabrestos e de touros de lide (porque sem tourada, quem é que quereria um animal daqueles???), dos cavalos...

...é contra as tradições e os valores das pessoas e das gentes que lidam com animais, dos campinos, dos moços-de-forcado, dos toureiros, das praças de touros... até conta o vendedor de queijadinhas de Sintra que nos mata a fome no dia das lides!

Por tudo isto e muito mais, pensem só numa coisa: será preferível ser um "touro de lide" que vai 20 minutos para uma praça, depois de 4 ou 5 anos no mundo selvagem......ou é preferível ser uma "vaca-de-leite" que é chupada e esmifrada todos os dias, é-lhe retirado os vitelos à nascença, só conhecem as quatro paredes do curral e a manjedoura à frente, de onde comem mais ração processada que feno e erva e pasto verde, onde a luz do sol raramente entra a não ser por uma nesga distante?

Tirem as vossas conclusões...

Mais curioso é ver como toda a recente actividade anti-tourada teve um efeito curiosamente inverso: Toda esta publicidade gratuita das demonstrações destes grupos e das suas manifestações desconexadas da realidade, fizeram com que as touradas voltassem a estar "na moda"... não só aumentou o número de espectáculos e os preços estão cada vez mais acessíveis... Ao que o público respondeu com entusiasmo! Nunca as touradas no passado recente tiveram tantos aficionados, nem tantas praças cheias, nem o protagonismo que já estava em declínio! O culminar de tudo isto foi, para mim, a preservação de uma tradição que ainda subsiste em algumas regiões do país: a legalização dos touros de morte...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Dança de Natal no Aeroporto

...no minuto 4:09, vejam lá quem era aquele jeitoso vestido de uma típica camisola branca de lã ... e nos minutos finais, no canto inferior direito! :D
(uma careca inconfundível!!!!!)
Só digo que deu um jeitão! O gajo que me fez o check-in tava com pressa de ir dançar e nem quis saber do excesso de bagagem! :D ehheeheheh!!!!!

E também neste aqui (00:53-00:57)

sábado, 21 de novembro de 2009

Workshop de TANGO ARGENTINO em Santarém - Inauguração da Escola

A "dança da comunicação" volta ao Ribatejo (e desta vez é para ficar)!

Depois do sucesso que foi o primeiro Workshop, o Tango regressa a Santarém...

Não só regressa como se instala: Este Workshop vai celebrar o arranque oficial da Escola de Tango Argentino do Círculo Cultural Scalabitano!

Sábado, 28 de Novembro de 2009, 15:00 - 18:00

Círculo Cultural Scalabitano Rua Maestro Luís Silveira Santarém, Portugal

Programa:

- Apresentação Oficial da Escola - Aula Aberta - Demonstração de pares - Milonga Experimental

Recomendações: - Roupa descontraída e desportiva - Calçado sem sola de borracha (devem permitir deslizar) - (para as senhoras/meninas) sapatos "de bico" são desaconselhados. - (para os senhores/rapazes) deixem a vergonha em casa ... ;)

Professores/Entusiastas - Vasco Serranho - Teresa Pereira - Kimberley Ribeiro

Organização: Vasco Serranho (OTS) e Encarnação Noronha(Ballet) - Círculo Cultural Scalabitano

Para mais informações: 243 321 150 (CCS) ---------------------

Link para o evento no Facebook AQUI

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Workshop de TANGO ARGENTINO em Setúbal

A "dança da comunicação" vai até às Terras do Sado!

Agora é a minha vez de retribuir o favor...

Kimberley Ribeiro, a "assistente" no meu 1º workshop em Santarém, convidou-me agora a retribuir o favor, realizando um workshop de Tango na escola onde lecciona. Aceitei de bom grado e com todo o gosto!!! Por isso, sábado aí vamos nós até às margens sadinas para levar até lá o prazer desta dança tão apaixonante! :)

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Este pequeno workshop procura dar a conhecer que a dança é muito mais do que uma série de passos coreografados: é uma forma de expressão que vai muito para além daquilo que se vê e se ouve!

Para isso vamos apresentar o TANGO ARGENTINO e os seus encantos a quem não conhece, a quem já conhece mas nunca experimentou, a quem já experimentou e não se recorda... Pretende-se que seja uma tarde bem passada e bem disposta, onde se poderá experimentar, mais que um passo de dança, um convívio alegre e de partilha cultural!

Este workshop é aberto a todos os níveis e todas as idades, não sendo exigido qualquer conhecimento de dança anterior!

Hora e Local:

21 de Novembro de 2009, 14h-17h Academia de Dança Contemporânea Largo José Afonso, 2900 Setúbal

Programa:

- História do Tango e suas origens

- Exercícios de iniciação

- Passos-base, cruzamentos, "Ochos"

- Demonstração de pares

- Milonga Experimental

Recomendações:

- Roupa descontraída/desportiva

- Calçado sem sola de borracha (devem permitir deslizar)

- (para as senhoras/meninas) sapatos "de bico" são desaconselhados.

- (para os senhores/rapazes) deixem a vergonha em casa ... ;)

Professores/Entusiastas:

- Kimberley Ribeiro

- Vasco Serranho

Organização

- Kimberley Ribeiro

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Workshop de TANGO ARGENTINO em Santarém

A "dança da comunicação" chega ao Ribatejo!

Aproveitando as sinergias entre as diversas secções desta casa de cultura, este pequeno workshop procura dar a conhecer que a dança é muito mais do que uma série de passos coreografados: é uma forma de expressão que vai muito para além daquilo que se vê e se ouve!

Para isso vamos apresentar o TANGO ARGENTINO e os seus encantos a quem não conhece, a quem já conhece mas nunca experimentou, a quem já experimentou e não se recorda... Pretende-se que seja uma tarde bem passada e bem disposta, onde se poderá experimentar, mais que um passo de dança, um convívio alegre e de partilha cultural que o CCS já nos habituou!

Este workshop é aberto a todos os níveis e todas as idades, não sendo exigido qualquer conhecimento de dança anterior!

Hora e Local:

17 de Outubro de 2009, 15h Círculo Cultural Scalabitano, Santarém Rua Maestro Luís Silveira (Junto à torre das Cabaças)

Programa:

- História do Tango e suas origens

- Exercícios de iniciação

- Passos-base, cruzamentos, "Ochos"

- Demonstração de pares

- Milonga Experimental

Recomendações:

- Roupa descontraída/desportiva

- Calçado sem sola de borracha (devem permitir deslizar)

- (para as senhoras/meninas) sapatos "de bico" são desaconselhados.

- (para os senhores/rapazes) deixem a vergonha em casa ... ;)

Professores/Entusiastas:

- Vasco Serranho

- Kimberley Ribeiro

Organização: Vasco Serranho (OTS) e Conceição Noronha(Ballet)

- Círculo Cultural Scalabitano

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Edit Posterior

Evento no Facebook: AQUI!

Fotos do evento: AQUI!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Horários de trabalho...

Leggings fora da UE! APROVADO!Mas permitam-me recomendar uma excepção à lei:permitir o uso de leggings se de alguma forma o "espaço entre o final da pseudo-calça até ao pé estiver tapado", ou seja: na utilização de botas altas e quando forem utilizadoas as "perneiras", tão habituais nas bailarinas por exemplo :) sobre o trabalho de 4 dias/semana: APROVADISSIMO!Se hoje há falta de emprego para todos, esta redução dos dias de trabalho teria, teoricamente, um aumento de 20% no número de postos de trabalho! Mais emprego = mais estabilidade, menos diferenças sociais, menos marginalidade... Além disso há outro factor que considero muito pertinente: se hoje as actividades extra-trabalho são consideradas tão importantes quer a nível pessoal quer a nível económico, quer a nível cultural, então deve ser criado o espaço para que elas possam ser executadas:: Tocar um instrumento musical, voluntariado, artesanato, pertencer a uma associação, trabalhar para a comunidade, dedicar-se a um desporto sem ter que sacrificar a carreira... Vivemos com mais coisas que nunca, temos facilidade em ter muito mais que alguma vez na história do ser humano teve... e no entanto não conseguimos aproveitar nada... e quando o conseguimos, estamos velhos demais para disfrutar disso... No entanto, aqui no "burgo" já me contentava se houvesse o respeito pelas ditas "40h" que estão por lei...... Os "bosses" não as respeitam, fazem pressão psicológica para "obrigar" a fazer o "muito para além desse horário"... depois é uma prática generalizada que se tem instaurado... e esta gente mentecapta em vez de dizer "NÃO" há sempre um BURRO que diz "ah eu tou bem assim" só para f"$"der os outros... Depois: quando alguém como eu pede, até de uma forma diplomática, aquilo a que tem direito... parece que está a exigir algo absolutamente exagerado, ridículo, absurdo... ...vêem com histórias de "picos de trabalho", que "é preciso dar mais de nós para crescermos..." ...A história dos picos até concordo, se forem equilibrados: se a média deve dar 100%, devem ser compensados os 150% num dia, com 50% no outro... no entanto a realidade é outra: 250% num dia, a serem compensados com 150% do outro... eu não sou muito bom a matemática... mas dá-me a parecer que isto é uma média permanente acima do dito "normal"...A realidade é que esse "extra" é compensado com "nadas"... e ao fazermos as contas, apercebemo-nos que um servente de pedreiro ganha "mais à hora" do que um licenciado... Inspecções de Trabalho? Denúncias? Sim, tudo é possível... As denúncias são sempre difíceis de passar do papel, a justiça demora tanto tempo a resolver as coisas que quando as resolve, já a pessoa tá tão queimada que nunca mais arranja emprego em lado nenhum... porque patrões e gestores nunca ninguém os vê atrás de grades... Este clima de "medo" que se instaurou, este viver no "limbo" da pobreza, faz com que a cobardia vença, por uma questão de sobrevivência... é preferível uma migalha, do que exigir o pão e depois não o ter e passar fome...

terça-feira, 31 de março de 2009

Sabes que andas a dormir quando...

...Ao fim do dia, quanto chegas a casa e tiras a roupa de trabalho, e te apercebes que de manhã te vestiste por cima do pijama e andaste assim o dia todo...

sábado, 28 de março de 2009

Best Of Festas de São José 2009 - Santarém

Aqui vai um "best of" das festas, publicado pela TVTejo.com ... Achei curioso este jovem canal ter basicamente tirado folga no dia 21... A julgar pela inexistência de referências quer à Mafalda Veiga, quer à Gala Equestre onde a Orquestra Típica Scalabitana fez um espectáculo memorável, sendo acompanhada de cavalos, campinos, touros, forcados e outras surpresas, num espectáculo que foi bastante impressionante e muito bem conseguido! Mas pronto, o repórter deve ter ficado a ver o jogo e esqueceu-se... O canal é um canal jovem... mas não é desculpa! Nem sequer tiveram em atenção o cartaz das festas. enfim... Melhor ainda é ver o que é o melhor das festas... ...o melhor de Santarém é... (vide a partir do minuto 6:28)

sexta-feira, 27 de março de 2009

educação: uma perspectiva interessante

Encontrei esta entrevista no Público, que achei bastante interessante... os meus comentários deixo depois da entrevista.
Entrevista com Aldo Naouri
"Os maus pais são os que acham que a criança tem direito a tudo"
25.03.2009 - 08h41 Bárbara Wong
Já está reformado, mas antes de ter deixado o exercício da pediatra ainda observou os netos de uma das suas primeiras doentes, orgulha-se. Sabe dizer “não tenhas medo” em 48 línguas, tantas quantas as nacionalidades de doentes que recebia no seu consultório, em Paris. Escolheu ser pediatra porque acreditava que não ia lidar com a morte. Enganou-se. Agora dedica-se à escrita de livros.
Em Educar os Filhos: Uma Urgência nos Dias Que Correm, publicada pela Livros d´Hoje, defende uma educação sem relações democráticas, onde as crianças são postas no seu lugar, que é o de obedecer sem questionar. Eles não têm direitos, porque não são o centro do mundo. Conservador? “Sim, mas no bom sentido da palavra”, admite.
Defende que os pais são muito permissivos e que devem exercer mais a autoridade. Como é que chegou a essa conclusão?
Quando os bebés vêm ao mundo, passam por um processo muito violento que é o da expulsão do corpo da mãe. Desde o primeiro dia que os pais procuram ajudá-los a adaptar-se e quando o bebé chora, a resposta dos pais é imediata na procura do seu conforto. Os pais acorrem imediatamente e o bebé compreende-o. O que defendo é que o bebé precisa de regras desde cedo, porque se estas não lhe forem ensinadas, ele permanecerá um bebé para o resto da vida.
Não é um cenário exagerado?
Não. A sociedade será constituída por indivíduos que estão centrados sobre si próprios, para os quais as regras e os outros não interessam. O problema da educação é não é só de cada uma das famílias, mas diz respeito directamente a toda a sociedade.
É por isso que defende que uma ordem, dada pelos pais, não deve ser explicada, mas executada?
Os pais e os filhos não estão no mesmo nível geracional, entre o pai e a criança a relação é vertical. Ao educarmos a criança, queremos elevá-la, fazê-la ascender ao nosso nível, ou seja, partimos do bebé para fazermos um adulto. Quando damos uma ordem e a explicamos, a relação vertical torna-se horizontal porque permitimos à criança que possa negociá-la. No entanto, ela precisa de saber que há limites.
Mas se aplicarmos este princípio, não estaremos a criar adultos sem pensamento crítico, que executam ordens sem perceber, nem contestar?
Este é um conceito que deve ser aplicado em qualquer idade: os pais dão a ordem e a criança executa. Claro que a ordem pode ser explicada, mas só depois. Dizer “não” a uma criança é como o parapeito de uma ponte, em cima da qual ela se encontra. Se não houver esse parapeito, a criança cai para o vazio e nenhum pai quer que isso aconteça. O “não” é uma protecção.
Os pais nunca pedem desculpa, nem mesmo quando erram ou são injustos?
Nunca! Os pais nunca pedem desculpa. Devem falar com firmeza e ternura. Nunca temos de nos justificar, nem de dar argumentos à criança. Podemos explicar, mas não justificar. O limite entre ambas é ténue, por isso defendo que na maior parte das vezes nem se explique.
O modo como os pais educam, por vezes, não é em reacção à forma como foram educados? Ou seja, eles tiveram pais rigorosos e autoritários, logo, são mais democráticos?
Justamente, quando os pais se tornam pais, por vezes, recordam que há algum ressentimento em relação aos seus pais e não querem repetir, nem querem que os seus filhos o sintam mais tarde. O que digo a esses pais é que as crianças estão condenadas a amá-los, porque foram eles que as educaram. É inútil entrar no jogo da sedução, esse é que é perigoso. Quando dizemos “não”, estamos a impor limites, estamos a dizer à criança: “O teu percurso é por cima desta ponte e esta tem parapeitos para que não caias à água.” Se os pais disserem “não” com tranquilidade, a criança não vai contestar.
Não haverá uma altura em que a criança quer espreitar por cima do parapeito ou pôr-se em cima dele?
A criança vai querer abanar a ponte, transgredir para ver se a ponte é sólida. Essa transgressão vai ajudá-la. As crianças são extremamente sensíveis aos limites, porque têm medo. A autoridade não é nociva, porque dá-lhes boas indicações sobre como é que devem seguir o seu percurso.
Por isso defende que é preferível educar as crianças de uma forma ditatorial a uma democrática?
Os pais são permissivos porque a ideia da democracia e dos direitos está muito espalhada. Ao criar as crianças de um modo ditatorial e autoritário, estas vão aprender a reprimir. A partir desse momento, compreendem que os outros também existem e, no futuro, serão democratas. Mas, se os criarmos em democracia, como se fossem iguais aos pais, vão crescer centrados sobre si mesmos, vão crescer como fascistas. O que é um fascista? É um indivíduo que pensa que tem todos os direitos.
Os pais têm mais direitos do que os filhos?
Hoje os pais procuram o prazer da criança e devia ser ao contrário. Os pais têm mais direitos, mas também mais deveres. O direito de saber o que é que lhes convém e às crianças e o dever de o impor à criança.
Não é isso a ditadura?
Não! Não é ditadura, mas autoridade. Se os pais continuarem a dar todos os direitos à criança, começam a pedir-lhe autorização para sair à noite, para fazer esta ou aquela compra. Em França, 53 por cento das decisões sobre que produtos comprar são decididas pelas crianças. Alerto para o risco de estarmos a criar tiranos.
Que tipo de adultos estamos a criar?
A mensagem do marketing insiste na importância dos filhos, o que paralisa os pais. A mensagem tem como objectivo aumentar o consumo. E estamos a criar crianças tiranas, autocentradas, perversas, que só pensam nelas.
São crianças que não sabem reagir à frustração? Que efeitos pode a actual crise económica ter sobre elas?
A crise económica é já um resultado de uma educação irresponsável.
Isso significa que as duas gerações anteriores já foram educadas nesse paradigma de que a criança é o centro do mundo?
Sim. As coisas começaram a mudar a partir do momento em que entrámos numa sociedade de abundância. Antes disso, dizíamos: “Não se pode ter tudo.” A partir dos anos de 1955/1960, passámos a dizer: “Temos direito a tudo.” A partir desse momento, começou a crescer a importância do “eu, eu, eu”.
Sempre pensou assim, ou, à medida que foi envelhecendo, foi mudando?
As crianças vão ao meu consultório e não têm problemas. Porquê? Porque trato rapidamente desta dimensão da educação com os pais. Quando estes falam com outros pais, recomendam-me: “Vai falar com Naouri.” E eles vêm. Preciso de duas ou três consultas para resolver os problemas com eles. Porquê? Porque dou este tipo de explicações.
Quais são as principais queixas dos pais?
Falta de disciplina, mau comportamento, desobediência nas horas de comer, tomar banho ou de dormir. Os pais pedem socorro, porque não conseguem reprimir as pulsões das crianças. Seja uma criança de um, três ou sete anos, procedo sempre do mesmo modo. Falo com os pais, escuto o que se passa, agradeço à criança por me ter vindo ver e ter trazido os pais e digo-lhe ainda que me vou ocupar dos pais. Em 80 por cento dos casos, as coisas ficam em ordem.
Como é que os pais sabem que são bons pais?
Os bons pais são os que permitem à criança poder desejar. Os excelentes não existem. Todos os pais têm defeitos, os maus são os que acham que a criança tem direito a tudo.
Qual é a sua opinião sobre as novas famílias, as monoparentais, as homossexuais, as divorciadas que voltam a casar... Podem ou não ser boas educadoras?
Em nome do egoísmo pessoal tomamos decisões que são prejudiciais para as crianças. As crianças filhas de pais divorciados divorciam-se mais rapidamente. As crianças de famílias monoparentais são crianças sós. Quanto aos casais homossexuais, a criança é como que um produto. Temos direito à felicidade, à saúde, a tudo o que queremos e também a uma criança. Isso é desumanizante.
Deviam existir escolas de pais, para estes aprenderem a educar?
Pessoalmente acho que a escola de pais vai ainda paralisá-los mais. Eles recebem demasiadas mensagens, algumas contraditórias e que paralisam. Defendo que os pais devem ser pais, que não tenham medo de o ser e de ter confiança. Se assim agirem, saberão o que fazer.
Disciplinas como Educação para a Cidadania ou Educação Sexual são necessárias?
Tudo é necessário. A função da escola não é educar, a educação deve ser dada nos três primeiros anos de vida, pelos pais. A escola faz isso como paliativo, mas não chega, porque a educação é um problema e responsabilidade dos pais.
Porque é que os pais não são mais firmes? Porque têm medo que os seus filhos os deixem de amar?
As crianças olham para o mundo como os pais o apresentam. A firmeza, quando é usada, vai passar a ser uma dimensão natural do mundo. Por vezes, as coisas não são perfeitas e é preciso gastar mais energia e mais tempo, mas os pais devem manter-se firmes, sem nunca esquecerem a ternura.
No seu livro afirma que as crianças não têm direitos. Porquê?
Explico no livro que quando a França tencionava assinar a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, os especialistas reunidos pelo Governo, entre os quais eu me encontrava, recusaram a sua assinatura porque é um documento que não se adequa ao contexto europeu, porque são só direitos, sem enunciar qualquer dever, o que leva ao laxismo. No entanto, o Governo já a havia assinado.
Mas há crianças europeias que vivem na miséria, são vítimas de abusos e de maus tratos. Não precisam de ter direitos?
São poucas as que vivem essas situações. É importante sublinhar que o direito mais importante a que a criança tem direito é à educação. É curioso verificar que "educar" e "seduzir" são construídas a partir da mesma palavra do latim "ducere", que quer dizer, "puxar para si", "conduzir", o que deu "ducare", "educar". Mas "ducere" parte do radical "dux" que quer dizer "chefe". A ideia de chefe ou do exemplo que dele se destaca. Ora "seducere", é exactamente o contrário, é colocar de parte o exemplo do chefe. Educar implica impor à criança um constrangimento ou uma privação que faça sentido em si. E que não é para ter efeito imediato, mas a longo prazo.
Em consultório, já houve pais que discordaram consigo e deixaram de o consultar?
Há pais que ficam chocados com o que digo. Não posso fazer nada. Pelo meu consultório passaram pessoas de 48 línguas diferentes. Quando vejo alguém pela primeira vez cuja língua materna não é o francês, pergunto como é que na sua língua se diz "não tenhas medo" e transcrevo foneticamente. Sei em chinês, grego... E quando pego na criança digo-lhe "não tenhas medo". À criança digo pouca coisa, trato-a com ternura e ela sente-a. Mas falo sobretudo com os pais. O que é surpreendente é a rapidez com que os pais recuperam as suas capacidades de educadores. Falo com eles e é como se se encontrassem e se sentissem autorizados.
Já foi acusado de ser de extrema-direita?
Sim, por uma imprensa que recusa totalmente a possibilidade de educar. Digo que são pessoas que não sabem nada de educação, que me acusam de fazer muito barulho e de querer impor um modelo e de dar uma ideia de catástrofe. Mas é preciso chamar a atenção para os perigos de uma educação permissiva. Contudo, a maior parte das reacções, as centenas de cartas e de e-mails que recebo são de pais que me agradecem.
E os investigadores e outros autores estão de acordo com as suas ideias?
A maior parte está de acordo. Os psicanalistas que conheço, excepto, dois ou três, dizem que o meu trabalho é excelente e necessário.
Os pediatras devem ser mais do que médicos que fazem diagnósticos?
Antigamente, os pais pediam aos pediatras: Faça tudo para que o nosso filho não morra e que tenha uma boa saúde. Agora, pedem-nos para colaborar com eles na educação. Mas os pediatras não sabem responder e é uma pena.
Não sabem responder porque falta formação nessa área?
Sim, há 60 anos que a pediatra continua a ser ensinada da mesma maneira. Os estudos deviam preparar os pediatras para saber responder a todas as dúvidas educacionais dos pais. Um dos problemas da pediatria é que as palavras “pai” e “mãe” não existem e os médicos só conhecem as palavras “bebé” e “criança”.
Os pediatras deveriam ter mais conhecimentos de psicologia e pedagogia?
Absolutamente. Os pediatras deviam perceber que os pais quando têm problemas com o comportamento dos filhos não querem ir falar com um psicólogo, mas com o médico que acompanha os seus filhos. É preciso mudar. Eu estudei psicanálise, mas também antropologia, sociologia, linguística. Fui-me formando e os meus colegas pedem-me para falar com eles sobre estes temas porque percebem que têm essa dificuldade.

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É curioso ver como alguém que defende a autoridade é logo apelidado de extrema-direita, esquecendo-se que um dos princípios democráticos da democracia é a autoridade e a aceitação da mesma... Tudo o que é contrariar é mau, tudo o que é "pôr nos eixos" é radical. O resultado está à vista, neste mundo de total liberdade desrespeito por tudo e por todos.
Destaco algumas frases:
"Antes disso, dizíamos: “Não se pode ter tudo.” A partir dos anos de 1955/1960, passámos a dizer: “Temos direito a tudo.” A partir desse momento, começou a crescer a importância do “eu, eu, eu”. "
Pior do que o "temos direito a tudo", é mesmo o"temos direito a tudo, não interessa quem é que atropelamos pelo caminho e o que estragamos para o ter"... Isto não é a liberdade, é do mais maquiavélico que pode haver!!!
"A crise económica é já um resultado de uma educação irresponsável. "
De facto, apenas estamos a colher os frutos do que os nossos antepassados deixaram... Não quer dizer que o tenham feito intencionalmente, as mudanças sociais são mesmo assim, nem todos estão capacitados para a mudança e a fazerem transmitir... Se na altura para eles foi bom, é pena que, na tentativa de evitar que passássemos pelas mesmas privações que sofreram, não tenham sido capazes de nos dar o entendimento da conquista da liberdade a quem já nasceu nela. É como pensar num mundo sem electricidade, telemóvel, televisão... Podemos pensar nele, embora não o consigamos "sentir". E acredito que é essa falta de sentimento que todos sofremos hoje. Temos a liberdade como garantida, quando ela é algo que cada vez mais nos escapa. Falta-nos conhecer a noite, para sabermos quão bom é o dia... Mas porque não conhememos nem sequer o lusco-fusco, nem a conseguimos ter uma ideia do que era a noite...
"A função da escola não é educar, a educação deve ser dada nos três primeiros anos de vida, pelos pais. A escola faz isso como paliativo, mas não chega, porque a educação é um problema e responsabilidade dos pais."
Os pais, quer pelo seu ritmo de vida, quer pela forma como não encaram a paternidade como deviam, preferem ser facilitistas e optar pela via fácil do "dar-lhes o que querem" ou "despachá-los" para algum lado, resolvendo o problema de forma rápida... não entendendo que com isso estão a adiar um problema que só se agrava com o continuar dessa política.
Depois, exigem das escolas que façam esse trabalho que já devia ter vindo de muito antes, já com 6 anos, já com essas manias todas instauradas e bem vincadas... ainda por cima sem lhes dar a autoridade para assumir essa responsabilidade que impõem! As escolas são simplesmente o "armazém dos putos", que os pais não aprenderam a controlar quando deviam... Depois pede-se respeito, educação, ética, seja o que for a estes "jovens"... mas eles simplesmente não sabem o que isso é, logo, são palavras vazias!
Esta história do "Não" sem explicação é algo que revolta muita gente, mas todos se esquecem o intervalo temporal onde ele se aplica. Quando se diz a uma criança "NÃO" sem conversas não é a alguém com 15 anos, é com um ano, dois ou três anos! É quando ele começa a mexer onde não deve ouvir um claro NÃO para perceber que está no limite! Se há pais que dizem "não consigo que ele vista o bibe para ir para o infantário"... é obvio que quando chegam à escola não respeitam os professores nem colegas, ou quando chegam a adultos respeitem as autoridades (policiais, profissionais, sejam qual for), nem a ninguém, nem a eles próprios: nunca aprenderam a noção de autoridade! O que se confunde é liberdade com anarquia!
E para se ser bom líder, bom cidadão, boa pessoa...é preciso que se tenha sido bem liderado... mas todos estes princípios têm que ser cultivados a partir do "berço"!

terça-feira, 10 de março de 2009

relato de uma integração...

Três semanas passaram desde que iniciei esta nova aventura laboral... deixo aqui o relato de como tem corrido a minha integração e acolhimento:
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A demonstração de uma vontade tão vigorosa para que eu começasse quanto antes, fez-me crer que havia realmente uma vontade de integração rápida e um "mãos à obra" num curto espaço de tempo. A previsão da minha chegada com semanas de antecedência também me fez pensar que o meu acolhimento e material já estavam organizados... pelo menos houve tempo de sobra para isso!
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Chegado à empresa, fico a saber que quem ficou responsável pela minha integração está de atestado... e não há "plano B"... restou-me andar "a reboque", a vê-los mexer em coisas, mas de tal forma atarefados que não havia tempo de me explicar nada... Mesmo com a minha chegada anunciada, nem PC, nem conta de e-mail, nem sequer utilizador do sistema! Não existindo um "utilizador geral" nem "utilizador de formação", nem colegas que me pudessem fazer integração, mandam-me para casa mais cedo... E assim foi a primeira impressão, que demonstra uma exemplar organização e planeamento...!
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Não havendo muito que fazer, não havendo pessoas disponíveis, sem possibilidade de acesso a documentação (nem sequer em papel), fui destacado para apoiar a instalação de um cliente... A máquina efectivamente mexia, havia lá uns elementos a passar,... mas por muito boa vontade que tenha, não podia fazer muito... restou-me olhar, observar, contemplar... Esta situação manteve-se na segunda semana, onde acabei por ficar lá praticamente o tempo todo a "contemplar" uma máquina de última geração a laborar...
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Ao final da segunda semana (mais precisamente, 6ª às 17h): JÁ TENHO PC! Fixe!!! ou não... metade das ferramentas que fazem parte da minha função não estavam instaladas.
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Para a terceira semana havia FINALMENTE acolhimento planeado. Iria passar em cada um dos departamentos da empresa. As sessões de uma hora foram bastante úteis, para se conhecer os "meandros" do que se faz por aqui... a distribuição de horário é que não podia ser mais dispersa... mas ao menos, houve tempo para "contemplar" e "reflectir" sobre elas... tal intervaladas elas eram!
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Em relação às ferramentas de software que são precisas para as minhas funções assisto a um diálogo curioso:
Informático:
"Para instalar a ferramenta é preciso que ele tenha tido formação , depois de obter o certificado é que tenho autorização para instalar o software... "
Ao que o Formador responde :
"Para lhe poder dar formação, é preciso que ele tenha a ferramenta instalada..."
E nesta "pescadinha de rabo-na-boca" onde ninguém cede, fico eu sem acesso à ferramenta e sem poder trabalhar... boniiiiiiiiiiiiiiito não é?
Chegada a 4ª semana, começo finalmente a mexer em alguma coisa... Mas sem bases nem fundamentos, não adianto praticamente nada, sendo todo o meu trabalho replicado por outro(s), para que seja validado...
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Com uma integração destas, estou praticamente ao mesmo nível da primeira semana em que aqui cheguei. Não mexi em nenhuma das ferramentas, não adquiri conceitos inerentes à minha função, a formação relacionada com o meu posto é praticamente inexistente... Continuo praticamente sem conhecer a minha equipa (andam todos "fora do escritório"), não conheço o âmbito do meu trabalho, nem as ferramentas que vou manipular... e, mais grave ainda, não sei afinal qual vai ser a minha função no meio disto tudo...! Até agora, é apenas uma névoa que, em vez de se dissipar, apenas se torna mais densa!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

www.tango2dance.net ou www.tangoe-motion.net

Este é o meu primeiro trabalho de web-design e publicação de páginas na internet (não pessoal). Trata-se do site para a escola de Tango do Carlos Matias, meu professor de Tango! Sim: está simples, até pode estar num formato antiquado... mas era preciso era arrancar com uma página rapidamente... Agora é desenvolvê-la! :D Espreitem, divulguem, comentem, dêem sugestões... :)

http://www.tango2dance.net/ ou http://www.tangoe-motion.net/

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Serão apenas Brinquedos?

LEGO...Há quem diga que "seja só um brinquedo", que "os adultos que brincam são apenas crianças crescidas"... Mas a verdade é que o que começa num brinquedo, pode tornar-se aquilo que desejarmos... Depois, o limite é a imaginação! Foi graças a este brinquedo que aprendi o gosto pela construção, pelo elaborar de projectos, pela vontade de cumprir um objectivo, um propósito... A importância de planear, a importância de gerir recursos para melhor cumprir objectivos. Há quem diga "computadores nada têm a haver", mas tem: objectos, propriedades, funções... tudo isto são bases informáticas! :D Pode ser Lego, mas pode ser outra coisa qualquer... aquilo com que brincamos tornar-nos-á naquilo que formos no futuro! E nem sempre o mais lógico e o mais directo. Mas a influência está lá! E é por isso que devemos brincar, que devemos ter o direito de ser crianças... uma vida inteira! :D Talvez o mundo ande triste, violento, sarcástico...porque quem é adulto hoje, não brincou quando era jovem. Ainda há poucos dias vi na televisão uma criança, toda contente, com uma arma na mão, a gabar-se de ir "matar" este e aquele. Mas este não estava propriamente a brincar aos "cowboys"... A arma era real, o cenário também... No que é que ela se tornará? No que se tornarão aqueles que hoje são crianças? É só um desabafo, mas às vezes sinto que o mundo anda cinzento, sem saber porquê... A resposta está aí, como um sussurro... mas ocultada por outras vozes mais altas. Ao constatar isto fico triste...Pergunto-me no que é que nos tornamos e no que é que poderemos descambar! Felizmente a vida tem surpresas, tais como as pessoas que encontrei no ST-EAI. Vejo-me agora rodeado por um grupo raro, com boa disposição e divertimento peculiares, que mesmo nos momentos mais "apertados" sabe manter o espírito positivo, onde se prova que não é preciso ser sizudo para se ser sério... Obrigado por me fazerem acreditar que neste mundo a preto-e-branco, existem cores muito positivas! :D Para onde quer que vá depois disto, levarei um pouco deste espírito comigo! ps: também publicada aqui

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Baunilhattta

"opah mas tá-me mesmo a apetecer uma sobremesa..." :P E aí vamos nós: 1 pacote de Natas 2 colheres de sopa de gelado de baunilha 2 colheres de sopa de açúcar Bolacha Maria q.b. - Juntar o açúcar às natas. Nota: AS NATAS DEVEM ESTAR FRIAS! - Bater bem as natas até ficarem em ponto de chantilly. Adicionar as colheres de gelado e continuar a bater. Para melhor dissolução, tirar o gelado uns minutos antes. - Continuar a bater a mistura até que fique tudo muito bem homogéneo. A sua consistência será algo tipo "espuma" :D - deixar no frigorífico durante 15 minutos. Mais tempo poderá não conseguir realizar o processo de camadas. - voltar a bater a mistura. - Em taças, aplicar por camadas: 2 cm de mistura, bolacha ralada, mistura, bolacha... - Para o efeito final, depois da bolacha, uma camada mais pequena só aplicada no meio. Voltar a refrigerar durante algum tempo... e está prooonto! é leve, simples e prático!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Interfaces Multimodais...ou Multimerdais?

...Os interfaces multimodais são os pontos em que um ou mais veículos de transporte se interceptam, permitindo a transposição entre tipos de transporte. Por serem zonas de enorme fluxo de pessoas, tornam-se óbvio que são zonas de excelência para pequenos negócios/serviços, oferecidos a quem ali passa, na maioria dos casos, duas vezes por dia. Instalar pequenos comércios nas zonas de passagem até nem é uma idéia tão errada e descabida assim: O número potencial de clientes é grande e regular. O problema é quando os interfaces multimodais deixaram de ser desenhados para o seu propósito principal, para se tornarem centros comerciais subterrâneos... Em vez de serem zonas de passagem rápida e simples (e assim encurtar tempos de viagem), tornaram-se cada vez mais corredores imensos, apinhados de lojas, onde a passagem entre transportes se torna uma penosa e muitas vezes evitável caminhada, simplesmente porque é dado mais ênfase às lojas do que aquilo que realmente deveria ser importante: a passagem rápida entre canais de transporte! Alameda, ou Alame(r)da? Marquês de Pombal: Entrecampos...ou Entrelojas? Restauradores e a estação de Comboios do Rossio Sete Rios Felizmente que nem todas as interfaces são assim! De louvar os exemplos de: Baixa-Chiado Campo Grande